terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Tempo em Fatias


Por Carlos Drummond de Andrade

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez com outro número
e outra vontade de acreditar que
daqui para adiante vai ser diferente.

Para você, desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você, desejo todas as cores desta vida.

Todas as alegrias que puder sorrir .
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano,
desejo que os amigos sejam mais cúmplices,

Que sua família esteja mais unida,
que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas.

Mas nada seria suficiente para
repassar o que realmente desejo a você.
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.

Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!

Fotografia: Joaquim Santos


FELIZ 2010 PARA TODOS NÓS!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Natal de Amor

Por Lêda Mello

Estive meditando sobre o Natal.
Interessante...
Não consegui me fixar na imagem
de uma doce criança adormecida,
repousando sobre um leito de palha.

Meditar sobre o Natal levou-me a Jesus
trazendo-nos a Boa Nova.
"Eu lhes dou um novo mandamento:
Amem uns aos outros, assim como eu os amei."
(Jo,13,34)

Passaram-se dois milênios...
A ciência e a tecnologia
descortinaram horizontes ilimitados.
A humanidade deveria estar em paz!
Mas não está.

Confusas, as pessoas não encontram uma forma
de como ser gente no mundo das máquinas.
Apesar do conforto e das comodidades,
vivemos uma grande solidão.
Esquecemos o Mandamento do Amor!
E, assim, vivemos a solidão do desamor.

O Amor é gratuito. Não se compra e nem se troca.
O Amor requer profundidade. Não sobrevive na superfície.
O Amor repousa na alma
de onde transborda para o corpo e para o universo.
O Amor tece laços com linhas de infinito.
O Amor é nosso traço de união com Deus,
através dos nossos companheiros de caminhada.

Natal.
O Amor pede permissão para nos entregar
a Paz e a Felicidade que nos foram destinadas.

Um Feliz Natal de Amor para todos nós!


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Cultura

Por Arnaldo Antunes

O girino é o peixinho do sapo.
O silêncio é o começo do papo.
O bigode é a antena do gato.
O cavalo é o pasto do carrapato.
O cabrito é o cordeiro da cabra.
O pescoço é a barriga da cobra.
O leitão é um porquinho mais novo.
A galinha é um pouquinho do ovo.
O desejo é o começo do corpo.
Engordar é tarefa do porco.
A cegonha é a girafa do ganso.
O cachorro é um lobo mais manso.
O escuro é a metade da zebra.
As raízes são as veias da seiva.
O camelo é um cavalo sem sede.
Tartaruga por dentro é parede.
O potrinho é o bezerro da égua.
A batalha é o começo da trégua.
Papagaio é um dragão miniatura.
Bactéria num meio é cultura.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Se Eu Fosse Eu

Por Cia. Simples de Teatro


"Inspirada no romance “Uma Aprendizagem ou Livro dos Prazeres” de Clarice Lispector, a peça expõe a iniciação de uma mulher (Lóri) em busca de si mesma. Enfrentando-se e questionando a sua própria natureza, ela experiencia o encontro com o outro (Ulisses), descobrindo o amor. Seguindo o mapa da aprendizagem sugerida por Clarice, a companhia mergulhou em sua própria trajetória desaguando assim num espetáculo que contém, como a vida, um fluxo não linear. São narrativas fragmentadas. Ora os “atores / personagens” são inconscientes, ora despertam para a consciência. A peça não se fecha em uma única linha narrativa, pois entendemos que o espectador completa a trama com sua própria história. Parafraseando Clarice, “nosso porto de chegada são os outros”. Mais do que adaptar a fábula, o espetáculo pretende teatralizar a forma narrativa clariciana, pautada no fluxo livre ou monólogo interior. A narrativa de Clarice Lispector possui profundas ressonâncias com a poética da Cia. Escolhemos a mestra Clarice Lispector por seu fluxo livre, pela palavra-corpo, pela fronteira entre o real imediato e uma profundidade íntima, por seus mistérios, e acima de tudo, porque sabíamos que falar em Clarice sem falar de nós mesmos seria traição. Esse trabalho expõe nossos fragmentos de aprendizagem sobre o universo clariciano, sobre as práticas do ator, sobre nós. O fundamental é que a matriz da criação seja somente o ator e a busca para atingir sua plenitude no instante cênico.
No instante da troca.
No encontro com o outro."


Texto extraído do blog da Cia.: http://ciasimples.blogspot.com/

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