segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O que você quer saber de verdade

 

Interpretação: Marisa Monte
Composição: Marisa Monte / Carlinhos Brown / Arnaldo Antunes

Vai sem direção
Vai ser livre
A tristeza não
Não resiste
Solte seus cabelos ao vento
Não olhe pra trás
Ouça o barulhinho que o tempo
No seu peito faz
Faça sua dor dançar
Atenção para escutar
Esse movimento que traz paz
Cada folha que cair
Cada nuvem que passar
Ouve a terra respirar
Pelas portas e janelas das casas
Atenção para escutar
O que você quer saber de verdade
Vai sem direção
Vai ser livre
A tristeza não
Não resiste
Solte seus cabelos ao vento
Não olhe pra trás
Ouça o barulhinho que o tempo
No seu peito faz
Faça sua dor dançar
Atenção para escutar
Esse movimento que traz paz
Cada folha que cair
Cada nuvem que passar
Ouve a terra respirar
Pelas portas e janelas das casas
Atenção para escutar
O que você quer saber de verdade

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Eu me rendo


Por Danuza Leão.

Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente bem cedo começa a acreditar e, ainda por cima, a se achar culpada por ser burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades.

Uma das mentiras:
É a que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante.

É muito simples: não podemos.

Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite, quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante.

Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?

Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres - e os maridos - de que um peixinho com ervas no forno com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer - sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuar tendo aquele toque  de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos.

Ah, quanta mentira!

Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha; não a que faz de conta que trabalha, mas a que trabalha mesmo. No começo, ela até tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões. Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour - aquele - das executivas da Madison.

Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade. Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida.

Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes - aqueles que enlouquecem os homens - precisa, fundamentalmente, de duas coisas: tempo e dinheiro.

Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37 radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas, depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada - o que também custa dinheiro.

É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete - um toalete cuja luz é insuportavelmente branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma happy hour.

Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos.

Felizes são as mulheres que têm cinco minutos - só cinco - para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só minuto seja perdido.

Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o rendimento escolar está baixo.

E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver . Segundo um conhecedor da alma humana, só  existem três coisas sem as quais não se pode viver: ar, água e pão.

Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria.

Parabéns para quem consegue fingir tudo isso...

domingo, 1 de julho de 2012

Oceano

Para relaxar e lembrar que a vida é bonita e vai muito além do nosso "mundinho".


Sugestão: Eliane Duarte.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Pare de editar a vida. Expresse-se dizendo como você se sente de verdade.

Por Eduardo Cabral
Fonte: site Comunicadores

E o “Dia dos Namorados” se aproxima. Para muitos(as), é o momento certo pra tentar arrumar algum flerte pelo chat ou então compartilhar uma daquelas correntes onde o usuário se diz “disponível” para namorar, esquentar ou até ‘andar de mãos dadas‘ por aí. Espero que você concorde que sua conduta no Facebook pode ser a responsável direta pela sua involuntária e atual “solterice”. Afinal, esta incrível rede social criada por Mark já é tida como extensão – verdadeira ou não – de nossas vidas, certo? Ou você vai me dizer que não está logado(a) no Facebook enquanto lê este artigo?

O fato destacável é o intrigante questionamento: “até onde todas as nossas atualizações são, de fato, reais?“. Estudos comprovam o quão angustiados ficamos ao ver amigos postando novidades e atualizações ao estilo “vivendo a vida” em nossas timelines enquanto a gente – num profundo mergulho dentro da frustração – acelera o ritmo dos dedos ‘no scroll’ à procura de alguma coisa que nos conforte e nos deixe melhor na fita. O problema é que é bem difícil isso acontecer pois, afinal, ninguém tira foto do prato de arroz com feijão que almoça quase todo dia mas, sim, do delicioso e estético combinado de sushi do mais requintado restaurante “da região”. Acabamos por cultivar uma utopia em busca de aceitação e de registros de melhores impressões em nossas vidas/timelines, não é mesmo?
Associando estas breves edições de conteúdo  que praticamos cotidianamente, que vão desde a seleção da sua foto no perfil – na qual,  de alguma maneira, você tenta mascarar possíveis defeitos, como uma orelha amassada ou um beiço grande demais – até as palavras que escrevemos, apagamos e corrigimos inúmeras vezes até que nos façam parecer mais inteligentes do que, honestamente, acreditamos ser, me ocorreu um ótimo exemplo que, na certa, vai lhe encorajar a ser “#MaisVocê” e abrir a porta para inúmeras boas oportunidades através desta vida paralela intermediada por esta fria tela de computador. Que tal dar a chance para suas verdadeiras emoções, falas, gostos e opiniões se “expressarem” ao invés de se desgastar tentando moldar e editar o que é – felizmente ou infelizmente – verdadeiro? Apesar de inúmeros métodos e tecnologias avançadas… você ainda não pode ter a certeza absoluta do que estão pensando ou achando a seu respeito, por mais confiante que você possa parecer… já que você não tem controle algum sobre esta incrível (e humana) variável, por que não aproveita para desencanar e ser você mesmo?
Tudo bem. Estamos associando essa estranha brincadeira de registrar uma vida paralela – que adoraríamos que fosse a nossa verdadeira extensão – com a ideia de encontrar o verdadeiro amor. Mas, convenhamos, nem só de bons momentos vivem os seres humanos, né? Grandes almoços, ótimas leituras, badalados eventos e divertidas frases não é o que faz ‘você’ ser ‘você’, né? Pode parecer meio – ou muito – auto-ajuda, mas acredite, você e o mundo vão muito além do que uma simples timeline. E é extremamente normal você não ter uma boa sacada sobre o assunto  ’X’ ou ter perdido a “oportunidade” de postar aquele link que você viu primeiro. São questões extremamente rasas e que não podem, de maneira alguma, definir quem você realmente é. Por isso, pelo menos hoje, se desapegue destes valores superficiais e se arrisque em ser simplesmente humano. Seja autêntico e, sem editar nada, diga para quem importa como é que você se sente.
Espero muito que alguém também se identifique com tudo isso, ou já me vejo enfrentando um grande conflito emocional após este “problemático” post! Afinal, a vida real não tem backspace. Então saia dessa falsa zona de conforto e mostre quem você realmente é, pelo menos hoje: “se arrisque“!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sobre tudo

Por Fabiana Ribeiro


Sobre tudo que está
sob o céu eu não
sei quase nada
Soube somente o que quis
saber
sobre o que está
sob meu querer.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

EmpAnthea

Por Maísa Bortoletto

Bem que me avisaram. Quando você começa a se sentir bem em outro país, está na hora de voltar para casa. Continuo com saudade do Brasil, da família, namorado, amigos e da comida... A diferença é que, agora, carrego comigo uma saudade, mais doída, de quem vou deixar aqui. Mais doída porque não sei quando e nem se um dia vou rever algumas pessoas.

Nesses quase quatro meses no Canadá, conheci muita gente. Pessoas de diferentes culturas, de dezenas de países. Cada pessoa passou em minha vida e me fez aprender alguma coisa. Mesmo aquelas que não me acrescentaram qualquer aspecto positivo, proporcionaram-me um pouco mais de autoconhecimento, para que eu pudesse buscar, realmente, as pessoas que mudariam a minha vida.

Os canadenses são muito educados e prestativos. Mas, passei um bom tempo me sentindo sozinha. O que faltava era empatia, algo que não sei bem explicar, mas sei muito bem sentir.

Por isso, vou falar aqui da minha amiga Anthea. Ela trabalha no Departamento Internacional da faculdade. Eu sabia que devia procurar por ela ou pelo Jason – outro funcionário do departamento – quando chegasse aqui. E eu lembro que pensei: “Vou procurar pelo Jason, pois não tenho a mínima ideia de como pronunciar ‘Anthea’”.

E, no primeiro dia da faculdade, vi uma menina auxiliando os estudantes internacionais. Fomos apresentadas e, claro, era ela. Aí descobri que a pronúncia era mais ou menos assim: ‘êntia’. Bom, só sei que ela prontamente me levou para conhecer toda a faculdade. Eu já tinha falado com duas pessoas do departamento antes disso e fui muito bem recebida. Mas, com a Anthea, eu não fui bem recebida, apenas. Eu me senti em casa!

Engraçado que não nos encontramos muitas vezes, pois ela viaja muito a trabalho e passou mais de um mês fora do país. Mas, as poucas vezes em que conversamos, bastaram para se tornar momentos inesquecíveis. Foi a pessoa que mais conheci e a que mais me conheceu.

Talvez essa empatia possa ser totalmente explicada pela forma com que ela me trata desde o começo. Com alegria, falando o quanto gosta do Brasil, esclarecendo minhas dúvidas, compartilhando o seu tempo comigo. Talvez... Mas, ainda acredito que parte desse sentimento é um milagre da vida, sem explicação, acontece, simplesmente. É preciso se conectar à sensibilidade que nos permite enxergar quem queremos levar no coração daqui pra frente.

No próximo dia 15 de abril, minha amiga embarca para o Oriente Médio. Farei de tudo para revê-la o quanto antes, mas sei que será uma despedida muito triste, já que, dessa vez, não comprei minha passagem de volta.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Eu estarei com você

"Hope For Haiti Now": apresentação de Shakira na base Novaiorquina da edição especial do Teleton, em favor das vítimas do terremoto no Haiti em 2010.
Música "I'll Stand By You - The Pretenders".

domingo, 8 de janeiro de 2012

A cada dia, uma descoberta.

Morando há uma semana no Canadá, muita coisa tem me chamado atenção. Uma delas, por exemplo, é que na universidade onde estudo há um centro de educação para aborígines (em inglês, “aboriginal”). Um grande centro, por sinal. Aqui a palavra “aboriginal” é muito mais comum que “índio”, no Brasil. Na minha ignorância, fiquei imaginando como seriam os tais índios canadenses e me perguntava o porquê de um prédio e toda essa dedicação a eles. Há poucos minutos, comecei a ouvir a uma rádio local e uma cantora estava sendo entrevistada. Para minha surpresa, ela também era “aboriginal”. Seu nome é Susan Aglukark. Foi o suficiente para despertar a minha curiosidade e descobrir na internet que os aborígines canadenses, que nós conhecemos como esquimós, representam 1.172.790 pessoas ou 3,8% da população nacional. Pesquisando um pouco mais, descobri o vídeo abaixo. Trata-se da música “Amazing Grace” cantada por Susan em sua língua nativa “inuit”. Espero que gostem!

Abraços,

Maísa


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