terça-feira, 20 de outubro de 2015
The Logical Song - Supertramp
sábado, 19 de setembro de 2015
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Atitudes que drenam energia
terça-feira, 30 de abril de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
A dor e a dor de Chorão
Por: Mônica El Bayeh
Sugestão: Bruna Jardim
A morte do Chorão caiu dura e seca em mim como caem as mortes jovens. A morte nunca nos cai bem. Mas, em alguns casos, ela espeta com mais força e a gente sangra por dentro. Sangrei por dentro com a morte do Chorão pelo que ele simbolizou em vida, sim. Mais ainda, pelo que ele simbolizou em morte.
Chorão nos ensinou em morte que as dores da alma matam. Não adianta fugir, elas correm atrás, perseguem sua presa. ¨Quando a casa cai, não dá para fraquejar. Quem é guerreiro tá ligado, quem é guerreiro é assim¨. Mas alguns guerreiros acham que a luta é contra a dor. E é aí que perdem a batalha.
A dor maltrata. Mas não é nossa inimiga. Dor é sintoma, é alerta. Tem que ser escutada. Dor é luz de óleo de carro quando acende. Não é contra a luz que se tem que lutar. Precisa escutar a mensagem que ela traz. Ou você toma providência ou bate o motor. Quando a dor foi maior do que ele conseguia suportar, na ilusão de buscar a fuga, Chorão caiu na boca do predador. Foi engolido pela própria dor.
Todos temos nossas dores. Na minha opinião, elas se dividem em grandes e pequenas. Grandes, sempre as nossas. Pequenas, as dos outros.
Nossas dores são sempre as piores, porque são as que nos tocam, nos cortam, nos ferem. As dos outros podemos imaginar – e dar muitos palpites. Porque nos outros tudo sempre parece de muito mais fácil solução.
Dor é cano estourado, é insuportável, é urgência. Tem que resolver, estancar. Isso é só o que se pensa na hora do desespero. Todos já passamos por isso. Cada um estanca como pode, nem sempre da melhor forma, apenas da forma possível. Sobreviver já é lucro.
Não cabe aqui nenhum juízo de valor, nenhum julgamento. Cada um conserta seu cano como pode no momento. Só que, se eu tampo com chiclete, com toalha, num remendo mal ajeitado, tenho que saber que vai vazar e agravar muito o meu problema mais à frente.
Porque a dor é como a água, procura seu curso. Ou a gente para, enxerga ,tenta resolver e dar passagem para que ela nos conte a que veio, ou ela infiltra e se esgueira por outras direções.
Há pessoas que sentem pelo corpo: têm enxaquecas, dores de barriga, de estomago, de coluna, pedras nos rins. É a dor buscando seu curso. A dor busca expressão. É a forma que ela tem para mostrar que precisa ser cuidada. O sintoma é um pedido de socorro sempre.
Uns dormem para esquecer. Outros não dormem, porque não conseguem esquecer. Noites e noites em claro.
Há os que falam sem parar, e os que se calam completamente. Os que fumam muito, bebem muito ou mergulham de cabeça numa panela de brigadeiro e os que param de comer. Tem os que se drogam com remédios ou drogas não oficiais. Em todos eles podemos ler o pedido de socorro estampado no olhar. Em todos eles o grito mudo da dor. A vida lhes dói, corta a carne por dentro e eles não sabem remendar esse cano para resolver e estancar de vez. Nos olham perdidos, molhados de dor no meio da inundação.
Aflitos, muitas vezes tentamos ajudar. Aí entra a questão da solidão. Vida é solidão, sim. Não quero dizer com isso que seja ruim, triste nem solitário. Mas, como disse o próprio Chorão, ¨nascemos sozinhos e morremos sozinhos¨.
Nesse meio tempo, as decisões também são só nossas, por mais que tenhamos família, amigos, parceiros, ¨uma palavra amiga , uma notícia boa¨. Por mais que larguemos ou deleguemos, a decisão sempre será nossa. Na hora de ir ou ficar, na hora de começar ou separar, na hora do vamos ver, a decisão é só nossa. Ninguém no seu lugar. Isso é que é solitário.
Sempre tive horror de hospitais e cirurgias. No meu primeiro parto, escutava o barulho da maca no corredor vindo me buscar. Pagaria todo o meu ouro, que nem é tanto assim, para quem quisesse trocar comigo. Poucas vezes na vida me vi tão só. Era eu, não servia mais ninguém. Isso é a solidão. O quarto estava cheio. Fez diferença? Nenhuma. A barriga da vez era a minha, ninguém podia ir no meu lugar. Então eu fui, com medo e tudo. Porque quando a vida não dá saída, a saída é ir.
Essa sensação de que não-tem-jeito-tem-que-ir é levemente aterrorizante. ¨Mas também quero te mostrar que existe um lado bom nessa história¨. A coragem de se lançar, mesmo com medo – e nem é pouco – deixa um gosto de vitória que compensa, ao final. Se fingirmos não ver nossas dores, nossas questões mais doídas, largamos de mão e não tomamos posição, essa já é uma posição. Pesado, ruim? Não penso assim.
É complicado no início tomar posse da sua vida, segurar no volante e definir a direção. ¨Mas o tempo é rei, a vida é uma lição. E um dia a gente cresce, conhece a essência, ganha a experiência e aprende o que é raiz, então cria a consciência¨.
Um leme bem manuseado impede que o barco fique à deriva, ou bata em tudo e acabe por naufragar. Assumir o lema da própria vida é difícil. À primeira vista, parece que não vamos conseguir. Mas “para quem tem pensamento forte, impossível é só questão de opinião. E disso os loucos sabem.
Somos solitários desde sempre. Mas, a loucura de quem aposta na vida e tenta buscar socorro às vezes é única sanidade possível. Saímos vitoriosos quando aprendemos a lidar com a dor. E ¨quanto mais a gente rala, mais a gente cresce¨.
A morte do Chorão, um rapaz novo, talentoso ¨com habilidade de fazer histórias tristes virarem melodia¨, que cantava esperança para todos nós, caiu como uma bigorna daquelas de história em quadrinhos, que deixa o personagem achatado e sem forma por um tempo. Ainda me sinto achatada e grudada no chão.
Chorão somos todos nós, com nossas dores e nossa solidão. Com ¨nossas histórias, dias de luta e dias de glória¨. Chorão, te devemos mais essa. Que sua morte caia em nós como um grito de guerra pela vida. Vamos continuar tentando ¨viver e cantar não importa qual seja o dia. Vamos viver, vadiar, o que importa é nossa alegria¨.
Chorão, ¨você deixou saudade¨.
* Mônica El Bayeh é professora e psicóloga. Leia seus outros textos aqui e conheça seu blog.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
What a Wonderful World
Cenas do documentário VIDA.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
O que você quer saber de verdade
Vai sem direção
Vai ser livre
A tristeza não
Não resiste
Solte seus cabelos ao vento
Não olhe pra trás
Ouça o barulhinho que o tempo
No seu peito faz
Faça sua dor dançar
Atenção para escutar
Esse movimento que traz paz
Cada folha que cair
Cada nuvem que passar
Ouve a terra respirar
Pelas portas e janelas das casas
Atenção para escutar
O que você quer saber de verdade
Vai sem direção
Vai ser livre
A tristeza não
Não resiste
Solte seus cabelos ao vento
Não olhe pra trás
Ouça o barulhinho que o tempo
No seu peito faz
Faça sua dor dançar
Atenção para escutar
Esse movimento que traz paz
Cada folha que cair
Cada nuvem que passar
Ouve a terra respirar
Pelas portas e janelas das casas
Atenção para escutar
O que você quer saber de verdade
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Eu me rendo
Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente bem cedo começa a acreditar e, ainda por cima, a se achar culpada por ser burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades.
Uma das mentiras:
É a que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante.
É muito simples: não podemos.
Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite, quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante.
Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?
Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres - e os maridos - de que um peixinho com ervas no forno com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer - sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuar tendo aquele toque de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos.
Ah, quanta mentira!
Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha; não a que faz de conta que trabalha, mas a que trabalha mesmo. No começo, ela até tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões. Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour - aquele - das executivas da Madison.
Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade. Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida.
Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes - aqueles que enlouquecem os homens - precisa, fundamentalmente, de duas coisas: tempo e dinheiro.
Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37 radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas, depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada - o que também custa dinheiro.
É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete - um toalete cuja luz é insuportavelmente branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma happy hour.
Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos.
Felizes são as mulheres que têm cinco minutos - só cinco - para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só minuto seja perdido.
Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o rendimento escolar está baixo.
E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver . Segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as quais não se pode viver: ar, água e pão.
Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria.
Parabéns para quem consegue fingir tudo isso...
domingo, 1 de julho de 2012
Oceano
Sugestão: Eliane Duarte.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Pare de editar a vida. Expresse-se dizendo como você se sente de verdade.
Fonte: site Comunicadores
E o “Dia dos Namorados” se aproxima. Para muitos(as), é o momento certo pra tentar arrumar algum flerte pelo chat ou então compartilhar uma daquelas correntes onde o usuário se diz “disponível” para namorar, esquentar ou até ‘andar de mãos dadas‘ por aí. Espero que você concorde que sua conduta no Facebook pode ser a responsável direta pela sua involuntária e atual “solterice”. Afinal, esta incrível rede social criada por Mark já é tida como extensão – verdadeira ou não – de nossas vidas, certo? Ou você vai me dizer que não está logado(a) no Facebook enquanto lê este artigo?
O fato destacável é o intrigante questionamento: “até onde todas as nossas atualizações são, de fato, reais?“. Estudos comprovam o quão angustiados ficamos ao ver amigos postando novidades e atualizações ao estilo “vivendo a vida” em nossas timelines enquanto a gente – num profundo mergulho dentro da frustração – acelera o ritmo dos dedos ‘no scroll’ à procura de alguma coisa que nos conforte e nos deixe melhor na fita. O problema é que é bem difícil isso acontecer pois, afinal, ninguém tira foto do prato de arroz com feijão que almoça quase todo dia mas, sim, do delicioso e estético combinado de sushi do mais requintado restaurante “da região”. Acabamos por cultivar uma utopia em busca de aceitação e de registros de melhores impressões em nossas vidas/timelines, não é mesmo?
Associando estas breves edições de conteúdo que praticamos cotidianamente, que vão desde a seleção da sua foto no perfil – na qual, de alguma maneira, você tenta mascarar possíveis defeitos, como uma orelha amassada ou um beiço grande demais – até as palavras que escrevemos, apagamos e corrigimos inúmeras vezes até que nos façam parecer mais inteligentes do que, honestamente, acreditamos ser, me ocorreu um ótimo exemplo que, na certa, vai lhe encorajar a ser “#MaisVocê” e abrir a porta para inúmeras boas oportunidades através desta vida paralela intermediada por esta fria tela de computador. Que tal dar a chance para suas verdadeiras emoções, falas, gostos e opiniões se “expressarem” ao invés de se desgastar tentando moldar e editar o que é – felizmente ou infelizmente – verdadeiro? Apesar de inúmeros métodos e tecnologias avançadas… você ainda não pode ter a certeza absoluta do que estão pensando ou achando a seu respeito, por mais confiante que você possa parecer… já que você não tem controle algum sobre esta incrível (e humana) variável, por que não aproveita para desencanar e ser você mesmo?
Tudo bem. Estamos associando essa estranha brincadeira de registrar uma vida paralela – que adoraríamos que fosse a nossa verdadeira extensão – com a ideia de encontrar o verdadeiro amor. Mas, convenhamos, nem só de bons momentos vivem os seres humanos, né? Grandes almoços, ótimas leituras, badalados eventos e divertidas frases não é o que faz ‘você’ ser ‘você’, né? Pode parecer meio – ou muito – auto-ajuda, mas acredite, você e o mundo vão muito além do que uma simples timeline. E é extremamente normal você não ter uma boa sacada sobre o assunto ’X’ ou ter perdido a “oportunidade” de postar aquele link que você viu primeiro. São questões extremamente rasas e que não podem, de maneira alguma, definir quem você realmente é. Por isso, pelo menos hoje, se desapegue destes valores superficiais e se arrisque em ser simplesmente humano. Seja autêntico e, sem editar nada, diga para quem importa como é que você se sente.
Espero muito que alguém também se identifique com tudo isso, ou já me vejo enfrentando um grande conflito emocional após este “problemático” post! Afinal, a vida real não tem backspace. Então saia dessa falsa zona de conforto e mostre quem você realmente é, pelo menos hoje: “se arrisque“!
terça-feira, 5 de junho de 2012
Só sei dançar com você
Participação de Criolo.
Mais músicas e vídeos de Tulipa Ruiz AQUI.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Sobre tudo
Sobre tudo que está
sob o céu eu não
sei quase nada
Soube somente o que quis
saber
sobre o que está
sob meu querer.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
EmpAnthea
Bem que me avisaram. Quando você começa a se sentir bem em outro país, está na hora de voltar para casa. Continuo com saudade do Brasil, da família, namorado, amigos e da comida... A diferença é que, agora, carrego comigo uma saudade, mais doída, de quem vou deixar aqui. Mais doída porque não sei quando e nem se um dia vou rever algumas pessoas.
Nesses quase quatro meses no Canadá, conheci muita gente. Pessoas de diferentes culturas, de dezenas de países. Cada pessoa passou em minha vida e me fez aprender alguma coisa. Mesmo aquelas que não me acrescentaram qualquer aspecto positivo, proporcionaram-me um pouco mais de autoconhecimento, para que eu pudesse buscar, realmente, as pessoas que mudariam a minha vida.
Os canadenses são muito educados e prestativos. Mas, passei um bom tempo me sentindo sozinha. O que faltava era empatia, algo que não sei bem explicar, mas sei muito bem sentir.
Por isso, vou falar aqui da minha amiga Anthea. Ela trabalha no Departamento Internacional da faculdade. Eu sabia que devia procurar por ela ou pelo Jason – outro funcionário do departamento – quando chegasse aqui. E eu lembro que pensei: “Vou procurar pelo Jason, pois não tenho a mínima ideia de como pronunciar ‘Anthea’”.
E, no primeiro dia da faculdade, vi uma menina auxiliando os estudantes internacionais. Fomos apresentadas e, claro, era ela. Aí descobri que a pronúncia era mais ou menos assim: ‘êntia’. Bom, só sei que ela prontamente me levou para conhecer toda a faculdade. Eu já tinha falado com duas pessoas do departamento antes disso e fui muito bem recebida. Mas, com a Anthea, eu não fui bem recebida, apenas. Eu me senti em casa!
Engraçado que não nos encontramos muitas vezes, pois ela viaja muito a trabalho e passou mais de um mês fora do país. Mas, as poucas vezes em que conversamos, bastaram para se tornar momentos inesquecíveis. Foi a pessoa que mais conheci e a que mais me conheceu.
Talvez essa empatia possa ser totalmente explicada pela forma com que ela me trata desde o começo. Com alegria, falando o quanto gosta do Brasil, esclarecendo minhas dúvidas, compartilhando o seu tempo comigo. Talvez... Mas, ainda acredito que parte desse sentimento é um milagre da vida, sem explicação, acontece, simplesmente. É preciso se conectar à sensibilidade que nos permite enxergar quem queremos levar no coração daqui pra frente.
No próximo dia 15 de abril, minha amiga embarca para o Oriente Médio. Farei de tudo para revê-la o quanto antes, mas sei que será uma despedida muito triste, já que, dessa vez, não comprei minha passagem de volta.
sábado, 10 de março de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Eu estarei com você
Música "I'll Stand By You - The Pretenders".
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
A cada dia, uma descoberta.
Morando há uma semana no Canadá, muita coisa tem me chamado atenção. Uma delas, por exemplo, é que na universidade onde estudo há um centro de educação para aborígines (em inglês, “aboriginal”). Um grande centro, por sinal. Aqui a palavra “aboriginal” é muito mais comum que “índio”, no Brasil. Na minha ignorância, fiquei imaginando como seriam os tais índios canadenses e me perguntava o porquê de um prédio e toda essa dedicação a eles. Há poucos minutos, comecei a ouvir a uma rádio local e uma cantora estava sendo entrevistada. Para minha surpresa, ela também era “aboriginal”. Seu nome é Susan Aglukark. Foi o suficiente para despertar a minha curiosidade e descobrir na internet que os aborígines canadenses, que nós conhecemos como esquimós, representam 1.172.790 pessoas ou 3,8% da população nacional. Pesquisando um pouco mais, descobri o vídeo abaixo. Trata-se da música “Amazing Grace” cantada por Susan em sua língua nativa “inuit”. Espero que gostem!
Abraços,
Maísa
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
A diferença que separa um sonho de uma meta
Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho já serve
São sonhos e metas que se entrelaçam e dão um novo ânimo para a vida. Algo interessante que descobri nesses dias é a diferença que separa um sonho de uma meta. Talvez até hoje você só tenha sonhado com o que gostaria de realizar na vida, mas nunca tenha dado nem um passo concreto para realizar este sonho, ou seja, está vivendo sem meta.
Segundo a psicóloga e escritora Danielle Tavares - "Meta é um alvo definido. Um ponto certo aonde se quer chegar. E pode-se aplicar este conceito nas diversas áreas da vida: família, profissão, estudo, relacionamento afetivo e social, economia, finanças pessoais, etc."
Em clima de recomeço, considero importante avaliar nossos reais objetivos e reconhecer quais destes são metas. "Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho já serve."
Quando não buscamos concretamente o que queremos ou sonhamos, acabamos "atirando para todos os lados" sem acertar o alvo. Desse jeito pode-se chegar ao final sem ter o que comemorar, e isso não é a vontade de Deus para nenhum de seus filhos, inclusive você.
Pergunto-lhe: Você sabe que rumo está dando para sua vida com o trabalho que realiza agora? Tem buscado no dia a dia o que realmente deseja alcançar? Se a resposta for negativa, provavelmente você não esteja feliz, e é possível que sua vida esteja sem sentido. Daí vem a pergunta: Mas e agora? O que fazer?
Acredito que neste e em todos os casos, devemos sempre lembrar que nunca é tarde para recomeçar. Independentemente da idade ou situação em que se esteja, com a graça de Deus e força de vontade, tudo é possível. Sonhar e querer algo é importante, mas isso não basta quando se trata de realização. É hora de traçar metas e dar passos concretos.
Ouvi uma historinha, há pouco tempo, que me ajudou a entender a diferença entre meta e sonho, veja só: Havia cinco macacos no galho de uma árvore: dois deles decidiram pular e pegar algumas bananas que estavam ali perto. Então vem a pergunta: Quantos macacos permaneceram no galho? A resposta é simples: os cinco animais continuaram no galho. Sabe por quê? Porque decidiram pular, mas nenhum deles fez isso de fato.
Precisamos começar bem o ano, para vivê-lo bem por inteiro. Acredito que definir as prioridades e dar passos para chegar aonde se quer é um ótimo ponto de partida. Disso vem a transformação de vida: a partir das atitudes e preferências concretas do dia a dia. Claro que isso não se consegue de uma hora para outra, empenho e perseverança são fundamentais. É também uma questão de escolha e disciplina pessoal. O apóstolo Paulo, em uma de suas cartas, diz: "Nenhum atleta será coroado, se não tiver lutado segundo as regras" (II Timóteo 2 , 5).
Que o Senhor nos ensine a buscarmos do jeito certo as metas que queremos alcançar neste ano novo e sempre.
Feliz vida nova para você!
Sugestão: Bruna Jardim


